Resenha: A Primeira Chance (Rosemary Beach #7; Chance # 1) - Abbi Glines

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Skoob – Avaliação: 4/5

Quando o pai roqueiro de Harlow Manning sai em turnê, ele a envia para Rosemary Beach, na Flórida, para viver com sua meia-irmã Nan. O problema: Nan a odeia. Harlow tem que manter a cabeça para baixo, se ela quer passar os próximos nove meses em paz. Isso parecia ser fácil... Até que o lindo Grant Carter sai do quarto de Nan.
Grant cometeu um grande erro em se envolver com uma garota com veneno nas veias. Ele sabia sobre a reputação de Nan, mas ainda sim não conseguiu resistir a ela. Nada faz ele se arrepender da aventura mais do que seu encontro com Harlow, que o deixa com o pulso acelerado. No entanto, Harlow não quer ter nada a ver com um cara que poderia se apaixonar por sua meia-irmã malvada. Mesmo não existindo amarras entre Grant e Nan.
Grant está desesperado para se redimir aos olhos de Harlow, mas ele arruinou suas chances com ela antes mesmo de conhecê-la...

*Livro de acervo pessoal da blogueira*

Resenha com spoilers de alguns livros anteriores, então cuidado =)

Quando você acha que acabaram seus dias de passar raiva com os livros da Abby Glines, chega Grant e Harlow e te ensinam que Nan pode ser ainda mais diabólica que você imaginava, e ainda mais irritante já que a sua irmazinha do interior está roubando o único boy que rastejava aos seus pés (depois do Rush).

Havia nela uma paz difícil de explicar. Fazia você querer ficar perto dela para ver se conseguia absorver essa sensação. Era fácil que alguém egoísta como Kiro a amasse. E era difícil que pessoas normais amassem Nan – muito menos o próprio pai, Kiro Manning.

Sim meus caros. Pra quem anda meio perdido nessa série, a Nan descobriu ser filha do Kiro, e como se não bastasse infernizar a vida do Rush ela foi pra mansão da banda infernizar a vida do novo pai também, mas chegando lá descobriu que ele não só já tinha uma filha, como ela era completamente amada por ele, coisa que ela percebeu que nunca seria. Harlow foi criada no inteior pela avó e quando esta morreu foi morar na mansão com o pai, só que a garota é de boas na vida, fica na dela e não se intromete nas coisas que o pai faz quando está drogado e bêbado, já Nan… Essa a gente sabe como ela é né, nem precisa de explicações.

Então, para piorar essa cadeia hereditária Kiro sai em turnê e manda a doce Harlow para morar em Rosemary Beach com a diabólica Nan, afinal a casa é dele e a bitch da Nan que engula o choro ou saia de lá se não gostar de dividir a casa. Mas o problema geral é que Harlow andou dando uns pegas em Grant quando estava em Los Angeles, e Grant andou dando uns pegas na Nan nos últimos 6 livros, então essa matemática é completamente problemática afinal se a demônia ruiva já odeia a pequena Harlow, imagina a treta que vai dar se ela e Grant ficarem juntos…

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O inicio do livro é muito bom, vamos entender como Harlow e Grant se aproximaram nos últimos seis meses (em um período que pega o final do segundo livro do Woods) e as idas e vindas do casal, a confiança que Harlow pegou nele naquela convivência em LA e também o que fez ela se distanciar e não querer mais papo com o boy.

A autora deu uma inovada no início do livro, colocando mais elementos na história e deixando de lado um pouco aquele clichê Abbi Glines de: briga, perdoa, sexo, sexo, briga… Não que não tenha isso no livro, mas essa parte ficou lá pro meio e o foco mesmo do livro é muito interessante e prende o leitor com tais revelações.

Uma das coisas que mais gostei nessa história foi Mase, o outro filho de Kiro que ninguém sabia que existia. Ele é do sul, um verdadeiro cowboy que não gosta dessa vida de luxo que as pessoas vivem lá em Rosemary, então quando ele chega pra morar na casa de Kiro com Nan e Harlow (a qual ele tem uma relação muito linda desde a infância) a história rende ótimas risadas, pois imagine só Nannete descobrindo que além de ter outro irmão ele é todo rústico e sistemático e não liga pras suas crises de histeria de ‘eu sou a dona do mundo’.  Pena que ele sai da história rápido demais, adoraria ter mais cenas desse irmão diferentão nesse livro.

Mas, vamos ao relacionamento Grant e Harlow. Polêmica irmãos. Olha, eu gostava muito de Grant, mas o guri tem uns pensamentos meio bestas nesse livro, de modo que eu ficava tipo: “Você está ouvindo o que está falando?”, e não sou só eu que penso assim não, todos os amigos ali desde Woods a Blaire pensam a mesma coisa. Então ele ainda dá umas vaciladas com a menina, mas entre as burrices do Rush e o deuso do Woods eu diria que ele fica em um meio termo, puxando um pouco pro lado do Rush é claro.

Harlow é meio inocente, mas a gente releva porque ela foi criada com a avó isolada de todo essa loucura da vida do pai, e mesmo quando ela vai morar com Kiro ela fica sempre isolada com seus livros no quarto. Eu gostei muito dela, suas inseguranças são bem reais, seus medos são justificáveis, sua postura quando precisa encarar a Nan é muito bacana e tudo que ela passou na vida garante á ela alguns pontinhos a mais por ser uma pessoa com o coração tão bom.

Agora, tudo o que me restava era um coração partido. Nan nunca o conquistara. Não completamente. Mas tocara num lugar que mais ninguém havia alcançado. Ela precisara de mim. Nunca ninguém tinha precisado de mim antes. Isso tinha me feito baixar a guarda.

O único problema do livro pra mim (fora as vaciladas do Grant, é claro) é a autora usar a Nan como recurso pra brigas em todos os livros. Assim, todo mundo odeia ela e não é novidade isso, mas parece que ela nunca cresce e nunca consegue agir como adulta sem precisar do Rush e do Grant em algum momento da história, de modo que ela faz lá seu drama e eles vão correndo para socorrê-la. Eu até entendo que o que aconteceu com ela nesse livro foi pesado, mas convenhamos que em algum momento a autora deveria amadurecer ela e colocá-la como uma adulta que consegue se salvar sozinha e que não precisa dos seus ‘irmãos’ o tempo todo.

Enfim, A primeira chance é um livro bom que infelizmente não chega aos pés do livro do Woods e é um pouco mais maduro que o livro do Rush. Grant consegue te fazer ir do 8 ao 80 com suas ações o tempo todo, e Harlow (como sempre) perdoa fácil demais e acaba se ferrando. Se você gosta de um livro erótico que vai passar raiva com as mocinhas é um livro bem recomendado, e se está acompanhando a série vai ter ótimas revelações sobre esse núcleo que ainda não foi muito explorado pela autora.

Harlow me assustava. O que eu sentia por ela me assustava. Estava lutando para não voltar para ela. Era atormentado pelo seu sorriso, que fazia meu peito inchar, e por aqueles inocentes suspiros de prazer. E aquela noite… aquele única, incrível e enlouquecedora noite. Fiquei com medo de me prender àquele momento para sempre. Ninguém nunca foi capaz de excercer tamanho poder sobre mim.

A Primeira Chance

ISBN-13: 9788580414592
ISBN-10: 8580414598
Ano: 2015 / Páginas: 224
Idioma: português
Editora: Arqueiro

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2 comentários:

  1. Olá
    Eu amo essa série e adorei poder fazer essa leitura, estou ansiosa para finalizar os que serão lançados por agora. Adorei poder conferir suas impressões e me identifiquei muito com seu texto, desde as questões acerca dos personagens e suas características centrais até a revelações, e especialmente sobre Nan..
    Beijos, F

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  2. Oi Sabrina,
    só te digo uma coisa, se prepare para o próximo livro eu chorei horrores e eu nunca choro com os livros da Abby porque né? Os livros da Abby não são exatamente o tipo de livro para chorar. O Grant realmente dá umas vaciladas, mas qual homem de Rosemary não o faz né? Todos se comportam como um encéfalos em algum momento, o Mase é maravilhoso mesmo, eu estou indo para o segundo livro dele. Estou só me organizando aqui com umas leituras de parcerias para poder pegar. Adorei encontrar outra leitora dessa série infinita que acompanho e amo.

    Beijos!

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