Nove Regras a Ignorar Antes de Se Apaixonar (Os Números do Amor # 1) Sarah MacLean

DSCN4323

Skoob – Avaliação: 5/5 Red heart

A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres.
E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato.
Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres.
Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

*Livro recebido em parceria com a Arqueiro*

Naquele momento, o teria seguido a qualquer lugar, aquele príncipe entre os homens que prestara atenção nela, não em seu dote ou em seu vestido horroroso, mas nela!

Mês passado li o então lançamento da Arqueiro, 10 formas de fazer um coração se derreter e me apaixonei pela escrita da autora, ainda que a crítica geral tenha sido que o segundo não fosse tão bom, eu amei, e é claro que tinha que conferir o primeiro da série com o casal tão incrível que ajudou Nick e Izabel no final.

Callie é uma mulher bem diferente, afetada pelo gosto extravagante de moda de sua mãe, e por não ser tão bela quanto as mocinhas de sua idade ela acaba não conseguindo um casamento logo que é apresentada à sociedade nos seus 18 anos, e por isso 10 anos depois ela ainda não se casou, e já está pra lá de conhecida como a solteirona que mesmo tento fortuna, não arrumou nenhum marido.

Mas tudo começa a mudar quando ao fugir do noivado da sua irmã (a qual nem debutou e já arrumou um ótimo casamento) e se esconder no escritório de seu irmão, tem uma conversa franca com o mesmo, e percebe que já passou tempo demais sendo uma dama e se preocupando com sua reputação, então ela elabora uma lista com 9 coisas que deseja fazer antes de se apaixonar, ainda que algumas coias sejam bobagens, ela vai aproveitar cada desejo, já que sua reputação perfeita nunca a ajudou mesmo.

Ler 9 regras foi um balsamo, um livro que levei para me distrair um pouco e acabei presa na história de uma tal maneira que foi um kama sutra de posições a cada página e quando vi já havia acabado o livro.

Callie é incrível. Só escrever isso já deveria ser suficiente para que leiam esse livro, porque sinceramente nunca vi uma protagonista de época tão fodona, tão evoluída nos pensamentos para a época e tão feminista, se tornando uma das minhas protagonistas feministas da vida.

Desde o começo do livro percebemos como ela é forte, pois ao  aguentar tantas humilhações por ser uma solteirona dês de os 18 anos não é pra qualquer um, principalmente se levarmos em conta o quanto ela é inteligente, bonita e ‘prendada’, qualidades que deveriam ser suficientes para um bom casamento na época.

Quando ela toma a atitude de cumprir com sua lista maluca, vai até o marquês de Ralston, Gabriel St. John, conhecido na cidade por ser completamente devasso e nunca ter tido um compromisso sério para passar adiante o nome de sua família, aquele que há dez anos permeia seus sonhos desde os mais românticos aos mais quentes, seu crush inalcançável. Um acordo é selado entre eles e ele a ajudará cumprir o primeiro item da lista – ser beijada – (não um beijo simples, um daqueles de tirar todo o ar dos pulmões) e ela lhe ajudará com sua recém descoberta imã Julia, que veio da Itália e precisa debutar ainda nessa temporada (e não sabe nada dos costumes da Inglaterra).

Homens como ele não eram para mulheres como Callie. No mínimo, ela aprendera isso na noite anterior. O marquês de Ralson era todo escuridão, excitação e aventura…

DSCN4327

Gabriel esperou sua resposta, pairando a centímetros dela. Callie foi consumida por uma necessidade insuportável de tocá-lo. Tentou falar, mas nenhuma palavra veio. Não conseguia formar pensamentos. O marquês havia invadido seus sentidos, deixando-a sem opção a não ser diminuir a escassa distância entre eles.

A partir daí a história se desenvolve, mostrando dois protagonistas tão diferentes, mas que parecem se esbarrar o tempo todo, encontrando uma sincronia e luxúria quando estão juntos. Callie é engraçada, super inteligente e não gosta que lhe prendam as rédeas, com sua lista ela pode viver aventuras que se negou durante anos pelo simples fato de estar preocupada com o que os outros iriam pensar dela.

Todos que sabem da lista acham seus desejos malucos: lutar esgrima, se vestir de homem para ir a um clube de jogos (só para homens), ir em uma taberna, fumar um charuto e beber um uísque… Mas quando paramos para ver os motivos por trás de cada item da sua lista, aplaudimos essa mocinha de pé. Ela trás questionamentos bem feministas para a obra (e principalmente para a época), porque somente os homens podem beber e fumar? Porque eles possuem um lugar só para eles relaxarem após o trabalho e as mulheres tem que ficar em casa tomando chás e conversando sobre banalidades? Porque as mulheres não podem praticar atividades mais legais como lutar esgrima?  Porque os homens podem se divertir e não se preocupam com sua reputação quando as mulheres são privadas de toda essa alegria e aventuras da vida? Tal ponto de vista é novo pra mim em um livro de época, e isso foi o que mais me fez amar a história, pois isso é o que ela quer fazer e o que ela faz, sem se importar se os homens vão achá-la louca ou se vão jogar mais pó em sua reputação tão esquecida.

Ao mesmo tempo que temos uma personagem com questionamentos mais sérios sobre o comportamento da sociedade, temos também uma literatura BEM quente, erótica a um nível que você precisa de um ventilador, porque convenhamos que Gabriel e Callie formam um casal ótimo. Suas cenas são românticas e sensuais na medida certa, deixando você sem ar a cada novo encontro, e inovando mais uma vez na literatura de época, pois geralmente nesses as mocinhas são mais ‘recatadas’ e Callie é bem assanhadinha para o gênero, e isso é o que faz o livro render muito bem, pois convenhamos que é um saco quando o casal tem uma química incrível e fica de mimimi brigando e de desviando desse fogo.

E sobre os personagens secundários, como não amar Juliana? A irmã italiana que é tão machucada quanto os irmãos pela falta de amor da mãe, e que teve a crença neste quase destruída por aquela megera.  Adorei sua personalidade forte, como é diferente das mocinhas londrinas e como está pouco se lixando para o que pensam dela, não vejo a hora do terceiro livro da série ser lançado, pois ela é a protagonista, e estou doida para saber quem será o doido que terá que aguentar o sangue quente dessa italiana de gênio forte.

No mais, não posso dar mais detalhes da história para não estragar, mas posso afirmar com toda certeza que o livro é um romance de época bem diferente das tabelinhas que lemos por aí, com uma escrita bem sensual, inteligente e divertida a autora me ganhou  e colocou Callie no hall de personagens favoritos. Recomendo essa leitura a todos, tenho certeza que assim como eu não vão querer largar mais o livro assim que passarem da página 1.

Nunca duvide de quanto é linda, Callie, pois a sua beleza me arruinou para todas as outras mulheres. E, francamente, queria tê-la encontrado anos atrás.

DSCN4329

…. Porque as nossa vidas dão às claras. Podemos estar sozinhas em um aposento, isoladas dos homens, mas eles são donos das casas nas quais nos reunimos, já estiveram nos aposentos em que nos enclausuramos. Sempre há a possibilidade de que possam entra, então nos dedicamos a bordar ou fofocas e nunca nos permitimos dizer ou fazer muitas coisas que ultrapassem os limites do decoro, por medo de que possam ver. É diferente para os homens. Eles têm esses locais secretos… tabernas, clubers esportivos e clubes para cavalheiros onde podem fazer, sentir e experimentar qualquer coisa que quiserem. Longe dos olhares bisbilhoteiros das mulheres.

(…)

Porque devem ser os únicos com esse tipo de liberdade? Porque que acha que fiz a lista? Quero experimentar essa sensação. Quero ver esse lugar secredo, esse santuário onde homens realmente podem ser homens.

 

avaliação cupcake - Cópia

5 comentários:

  1. Adorei sua resenha e com ela acho que passarei esse livro para o próximo da lista!! Callie parece ser incrível. Vai ser muito bom ler um livro que já retrata o feminismo numa época tão repreensiva e ainda aliado a um romance quente. Geralmente os romances de época são mais pacatos e clichês e esse me pareceu bem diferente e atraente. Quero ler em breve!
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Já li muitos comentários sobre esse livro. E acho que todos foram elogiosos.Mas você me convenceu com sua resenha menina!!!!
    Sério!
    Quando nos contou que a experiência para você, foi como um "Kama sutra de posições" ,VI como tudo foi muito envolvente .

    E achei divina a ideia da personagem em realizar desejos tão simples, mas que na época eram super escandalosos.

    O que me resta é conter minha curiosidade,e esperar uma bela promoção! 😂

    ResponderExcluir
  3. Oi!
    Eu tenho esse livro, ganhei em um sorteio, porém ainda não li. Gosto de romances de época e estou com ótimas expectativas para essa leitura. E sua resenha me deixou mais motivada!
    Obrigada pela dica. Beijos.

    ResponderExcluir
  4. Oi Sabrina,
    Sou fã de romance de época, é meu gênero literário favorito, então esse livro está na lista de desejados desde quando vi o lançamento há meses. No mês de setembro fiz uma maratona e terminei de ler a série O Clube dos Canalhas. Amei demais a forma como a autora escreve, especialmente o modo de como cria as protagonistas. Como adoro essas protagonistas que fogem totalmente das regras impostas pela sociedade já sei que vou gostar da Callie, estou curiosa pra conferir as aventuras dela, bem como acompanhar seu crescimento pessoal. Esse Gabriel parece ser mais um daqueles libertinos irresistíveis.
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Oi, Sabrina!
    Eu ultimamente tenho me empolgado a começar a ler romances de época, e esses da Sarah Maclean são os que mais me têm empolgado por serem poucos e bem descontraídos, bem leves. Adorei a mudança da Calpúrnia e principalmente as inusitadas regras que ela resolve ignorar.

    ResponderExcluir