Corte de Névoa e Fúria # 2 - Sarah J. Maas

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O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Skoob – Avaliação: 5/5 Red heart

*Livro recebido em parceria com a editora Galera Record*

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha.

A corte de Névoa e Fúria foi um livro bem aguardado por mim, ainda que tenha lido meses atrás o primeiro, mas mesmo assim quis saber desesperadamente o que iria acontecer com Freyre e Tamlin depois de tudo que aconteceu sob a montanha, e principalmente depois de Freyre ter se transformado em feérida pelos 7 Grão-Senhores.                       

Freyre após dar a sua vida para libertar o povo de Prythian na arena Sob a Montanha, ela se tornou uma sombra do que um dia fora. Todas as noites pesadelos inundam a sua mente, a simples lembrança de cores ou objetos associados ao terror que passou já são suficientes para que ela reviva tudo que aconteceu lá e fique em pânico. Mas agora ela está na Corte Primaveril com Tamlin, e o que era pra ser reconfortante e seguro, está mais para uma nova versão dos seus pesadelos, mais uma prisão. Ele com medo de perder sua amada novamente não a deixa fazer nada fora do castelo, não a ajuda com seus pesadelos, e nunca está disponível. Ninguém naquela corte percebe que ela está definhando, e para piorar ela é colocada com uma grã-sacerdotiza que a enxerga como uma mulherzinha que tem sempre que estar a sombra do grão-Senhor e como um objeto de procriação para o mesmo.

Mas no dia de seu casamento, Rhys, o Grão-Senhor da Corte Noturna vem cobrar o acordo que fizeram naquele calabouço em troca de ajuda contra Amarantha, Freyre terá que partir e viver com ele durante uma semana em sua corte, e isso será todo mês, sem possibilidade de quebra nesse acordo. Todos ficam meio sem reação no momento, até nossa protagonista, que não entende os propósitos do arrogante Senhor que é inimigo do seu –quase- marido Tamlin, até ele explicar.

Uma guerra está se aproximando, com inimigos piores que Amarantha, com consequências piores, e para vencê-la Rhys precisa da ajuda de Tamlin, para controlar as entradas daquela Terra, mas é claro que ele nega essa parceria, cabendo a Freyre ser um joguete na mão de Tamlin para saber mais sobre a Corte Noturna. Acontece que quanto mais tempo ela passa naquela Corte, mas ela se sente bem, pois Rhys sempre lhe dá opções do que fazer, ele não a trancafia e nem tenta suborná-la com tintas e vestidos ridículos, fora que ele entende o poder que ela ganhou e que precisa ser treinada, pois toda magia quando não drenada acaba deixando a pessoa louca.

A partir desse momento em que Feyre vai para a Corte Noturna por sua própria vontade, o livro começa a ficar muito bom, realmente MUITO BOM. Ela começa o livro muito quebrada, cheia de marcas e sinceramente dá muita raiva ver tudo o que ela está sentido e como está destruída e ver que ninguém daquela porcaria da Corte Primaveril não a ajuda, poxa, ela ajudou a salvar Tamlin, Lucien e muitas outras pessoas que julgavam ser seus amigos, e ninguém se dava a vontade de ajudá-la a sair daquela fossa. A medida que ela vai passando dias, semanas, meses com Rhys na corte Noturna, não tem como não ver qual é o lado certo dessa história, como não ver como ela está crescendo como personagem e está se tornando uma versão mais evoluída daquela que vimos no primeiro livro, completamente forte, empoderada e que não precisa de homem nenhum para salvá-la ou para dizer o que ela deve ou não fazer.

Com certeza um dos pontos mais importantes desse livro é a questão do protagonismo, a autora nos coloca um uma sinuca e nos mostra como o leitor pode mudar completamente a visão de um personagem quando ele é transferido de protagonista para antagonista, e nos faz rever se quando ele era o protagonista da história, ele era tão incrível assim mesmo, ou eram os nossos olhos aplicando a aceitação do protagonismo romântico nele? Tamlin esta diferente, mas será mesmo que esta tão diferente assim? Quanto mais eu lia mais lembrava dos acontecimentos do primeiro, e em como ele ja agia da mesma maneira, so que mais branda e com Freyre nem ligando para suas ordens. A super proteção dele não é romântica, é o protagonismo dele no primeiro livro nos faz enxergar que é, quando na verdade ele so reprime Freyre e age como se fosse o dono dela. Mas graças ao Caldeirão ela percebe isso antes de fazer uma merda maior.

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E Rhys, meu deus como lidar com ele nesse livro? É difícil falar tudo que acontece aqui sem dar spoilers, mas posso garantir que ele é o personagem com mais emoção nesse livro, mostrando ao leitor que muitas vezes aquela versão de vilão que nos é apresentada é apenas uma máscara, ou mesmo a versão de outra pessoa aos fatos, que quando são apresentados pouco a pouco na história, e compreendemos a complexidade dos seus atos e suas obrigações, mudamos nosso sentimento completamente, e passamos a admirar mais do que tudo aquele que em momentos foi visto como um vilão.

Eu amara o Grão-Senhor que tinha me mostrado os confortos e as maravilhas de Prythian; amara o Grão-Senhor que me deixou ter tempo e comida e segurança para pintar. Talvez uma pequena parte de mim sempre se importasse com ele, mas… Amarantha nos quebrara, aos dois. Ou me quebrara tanto que quem ele era não parecia mais adequado.

A profundidade da historia, como a autora trabalha todos os assuntos, como trabalha o amor verdadeiro e traições, como o amor pode ser bálsamo e veneno ao mesmo tempo, emerge tanto o leitor na historia que mais uma vez um livro de quase 700 paginas é lido em menos de um dia. Sinceramente a cada página eu me sentia mais presa a história, torcia mais pelo casal ficar junto e vibrava com as cenas em que protagonizavam juntos, já que Rhys não mede o que fala e Feyre é totalmente livre em sua presença, sem precisar fingir sentimentos com ele, ainda que estes não sejam dos mais agradáveis. Esse casal também protagoniza cenas bem mais quentes do que vimos no primeiro livro, e estas cenas foram muito bem trabalhadas, de modo que a autora conseguiu deixar tudo MUITO, mas muito mesmo, sensual e sem um pingo de vulgaridade ou excesso em uma narrativa que é fantástica, e não erótica.

Agora falando sobre os personagens secundários, como não ficar inteiramente ‘apaixonada’ por todos os integrantes do Círculo Íntimo de Rhys, Cassian, Azriel, Amren e Mor, guerreiros illyrianos que são completamente fiéis e competentes nas funções aplicadas por seu Grão-Senhor. Diferente de Lucien que era um amigo mas que ainda ‘temia’ Tamlin por causa da maldita hierarquia, com esses guerreiros é diferente, eles são peculiares, são únicos e da mesma maneira que não exitam em cumprir uma tarefa ordenada por Rhys, são capazes de criticar, se colocar no caminho e até mesmo impedir quando o Grão-Senhor está pra fazer uma cagada. Eles foram uma parte fundamental para deixar Feyre a vontade naquela nova ‘corte’ e principalmente com um sentimento de ‘família’, pois é assim que eles se comportam na maioria do tempo, e essa ligação fica cada vez mais clara para o leitor a medida que vamos conhecendo a história de cada um e como elas se interligaram a partir dos séculos até hoje.

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Sobre a diagramação, continua perfeita. O livro é impresso em folhas amareladas, as capas possuem orelhas, verniz em lugares estratégicos e a arte da capa, assim como o primeiro, remete muito à corte em que Feyre permanece durante a história. No começo do livro há um mapa muito mais completo que o do primeiro livro que nos situa muito bem na história, incluindo lugares que os personagens visitam de extrema importância na trama. O livro é dividido em três partes, com 69 capítulos no total, não encontrei nenhum erro de ortografia ou tradução, como sempre a revisão da editora está impecável.

Bom, acho que não tenho muito mais o que falar. A corte de névoa e fúria com certeza é melhor que o primeiro, e com uma reviravolta de mocinhos e vilões, a autora pega o leitor de jeito, o deixando de joelhos a essa historia tão bem escrita e com uma protagonistas forte, que nunca precisou e nem precisará de homem nenhum para defende-lá.

Os leitores de fantasia vão amar esse livro e a historia vai ficar em sua mente por muito tempo. Você vai terminar e querer o terceiro desesperadamente (mas ele ainda esta em revisão pela autora) e então, vai querer reler e sentir todas as emoções novamente, e se apaixonar e decepcionar de novo, e de novo...Que venha o terceiro livro logo, e que pelo Caldeirão, que tudo se resolva bem nele.

Eu era dele e ele era meu, e éramos o início, o meio e o fim. Éramos uma canção cantada desde a primeira brasa de luz no mundo.

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avaliação cupcake - Cópia

6 comentários:

  1. Não li o primeiro, mas fiquei curiosa para ler. Adoro fantasia. Me fez lembrar o livro Graceling que eu adorei, também retrata a questão das guerras entre reinos e um romance entre Katsa e Po no meio de uma busca no Reino de Monsea.

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  2. Esse livro tem dado o que falar. Mas acho que você foi a primeira pessoa que eu vi que afirmou que o segundo livro é melhor do que o primeiro. E quem não ama quando uma série fica cada vez melhor? Aliás, gostei muito de saber que tem várias reviravoltas, deve ser uma leitura super empolgante.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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  3. Gente do céu,onde eu estava que não dei atenção a esses livros????

    Enquanto estava lendo sua resenha, fui também me apaixonando pela trama.
    E mesmo não tendo lido o primeiro livro,não me senti perdida lendo a sua resenha do segundo.

    Como adoro livros com muita aventura,não posso deixar de ler esse.

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  4. Olá.
    Quero muito ler essa série, pois adoro esse estilo de leitura. Ainda não tive oportunidade, mas espero ler em breve! Sua resenha está muito bem elaborada e me deixou mais ansiosa para me envolver na história e conhecer os personagens. Obrigada.
    Beijos.

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  5. Oi Sabrina,
    Estou louca de curiosidade para conhecer a escrita dessa autora, tanto com essa saga como também pela série Trono de Vidro. Amo fantasia, adoro me aventurar em histórias mágicas, com cenário deslumbrante. Estou ansiosa para ler esses livros, e amei saber que a autora caprichou em todos os assuntos, deixando a história viciante, não vejo a hora de ler essa fantasia cheia de surpresas e reviravoltas. A Feyre pelo jeito é um protagonista e tanto, já fiquei cativada por ela na resenha do primeiro livro mas agora ela me conquistou de vez com a sua força.
    Beijos

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  6. Oi, Sabrina!
    Li sua resenha de modo bem seletivo pra evitar pegar spoilers, já que ainda não li o primeiro e ele é meu desejado nº 1 do momento. Que bom que esse foi ainda melhor que o primeiro, eu já li os 4 de Trono de Vidro e estou ansiosa pra conferir mais da Sarah J Maas <3

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