Qualquer outro lugar (Splintered # 3) A. G. Howard

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Skoob – Avaliação: 5/5 Red heart

Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo.
Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha.
Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.
E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre .

 

Para resenha dos livros anteriores cliquem nas capas

                      O Lado Mais SombrioA Mariposa no EspelhoAtrás do Espelho

Meu perfeil é refletido no vidro da janela: camisola azul, avental branco, cabelo loiro embaraçado com uma mecha carmim de um lado.

O primeiro duende tinha razão. Eu sou o epítome de Alice.

Uma Alice de pesadelo.

Uma Alice que enlouqueceu, que tem sede de sangue.

Quando eu encontrar a Rainha Vermelha, ela vai implorar para que eu só corte sua cabeça.

O lado mais sombrio foi o livro que me trouxe de volta ao País das Maravilhas, e ganhou meu coração completamente, com uma visão muito mais dark e realista daquele lugar que Alice visitou. O mundo criado por A.G. Howard é incrível, cheio de surpresas e apaixonante, fora que não tem como não amar e odiar os protagonistas, que dividem seu coração assim como dividem o de Alyssa, que é meio humana e meio intraterrena.

No primeiro livro a autora me ganhou, me prendeu, e me deu uma baita ressaca, afinal eu precisava de mais histórias, e a editora publicou cada livro com aproximadamente 1 ano de distância, então imaginem a minha angústia ao esperar cada volume sair, e esse então Qualquer outro lugar foi o mais aguardado com certeza, pois temos tantas revelações no segundo, tantas reviravoltas e possibilidades para o próximo livro, que quando acabou eu queria comprar o terceiro livro e jogar no Google Tradutor, porque sim, eu fiquei DESESPERADA pra saber o que iria acontecer.

Mas, eis que a Novo Conceito finalmente lançou a continuação, e MEU DEUS, que livro mais incrível! Então, o que vocês vão ver nessa resenha é uma babação de ovo imensa da série, seguida por vários elogios e adjetivos positivos, porque tudo que eu quero depois de terminar essa trilogia é recomendar ela para o mundo… rsrsrsr

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Vamos nos situar na história. No segundo livro Alyssa descobriu que seu pai fazia parte de certa maneira do País das maravilhas também, mas que não tem nenhuma memória do tempo que passou lá. Ela ainda está dividida entre Jeb e Morfeu, pois cada lado seu ama um deles, e é impossível dizer qual ela ama mais, porém no final do livro o plano para derrotar a Vermelha acaba dando errado, e os dois são sugados para Qualquer outro lugar, uma dimensão sinistra do País das Maravilhas onde os prisioneiros são mandados, e sua mãe é capturada pela Irmã Um, que cuida do cemitério do País, e rouba os sonhos de criancinhas para manter o lugar ‘calmo’. Alyssa é acusada do sumiço dos dois (Jeb e sua mãe) e acaba sendo internada em um hospício, onde seu lado intraterrena acaba tomando seu corpo, e ela tem que lidar com toda loucura que ele trás no mundo humano.

O País das Maravilhas é violento e bizarro, mas tem seu charme. Qualquer Outro Lugar está em outro nível de crueldade. Um hospício descontrolado.

Qualquer Outro Lugar é o desfecho da série, aqui vemos as consequências de Alyssa ter negado seu lado intraterreno durante um ano (depois do livro O lado mais sombrio), o País das Maravilhas onde ela é a rainha está um caos, e está definhando para o esquecimento, pois a Vermelha jogou um feitiço nele e pretende reconstruílo a sua imagem (o que não é nada legal). Pra piorar, essa dimensão que Jeb e Morfeu estão está tomada pelo caos também, ela muda a toda hora e você pode morrer fácil fácil, lá borboletas coloridas e belas são seres que cortam seu pescoço com navalhas afiadas, e crocodilos são bichos mansos e amigáveis, então você nunca sabe o que esperar desse local.

A sua busca por Jeb e Morfeu rende mais pano pra manga que ela imaginava, pois ao passarem pelo portal o seu humano acabou se transformando e aflorando o seu lado sombrio, assim ele não quer sair de lá, pois ali ele pode ser o que sempre quis: dar a Alyssa o que ela sempre desejou em Morfeu, e principalmente ele pode aflorar seus pensamentos sombrios sem magoar alguém, pelo contrário, pode consertar tudo que deu errado em sua vida, recriando um mundo a sua maneira.

O triângulo amoroso aqui é mais detalhado, entendemos o porquê de Alyssa sentir amor pelos dois, Jeb é o que desperta o seu lado humano, que a protege e lhe trás mais conforto com atitudes simples, que esteve do seu lado desde pequeno e entende a sua vida mortal, mas Morfeu desperta seu lado intraterreno, ele é a loucura e a diversão, e mesmo achando ele arrogante na maioria do livro, entendemos que quando ela precisa usar seu lado sombrio, ele é o melhor para ela, é o que entende as decisões que ela precisa tomar e que lhe ajuda nas questões para o País das Maravilhas, ele é o rei que seu mundo precisa.

Jeb é uma âncora; ele me mantém conectada à minha humanidade e compaixão. Mas Morfeu é o vento; mesmo me debatendo e gritando, ele me arrasta para o precipício mais alto, me empurra e fica me observando voar com asas de intraterrena. Quando Jeb está do meu lado, o mundo é um quadro – imaculado e acolhedor; quando estou com Morfeu, é um playground insano – malévolo e viciante.

A autora conseguiu dar um desfecho incrível para esse triângulo, e meu deus, como eu gostei do que aconteceu. Meus dedos estão coçando para lhes contar com quem Alyssa ficou, mas é lógico que não vou estragar essa surpresa, vou fazer vocês lerem o livro todo para enfim descobrirem se Morfeu ganhou o coração de Al, ou se Jeb levou a melhor. E não só isso, a autora quebra aquele paradigma de que a mulher precisa estar com um homem para ser completa e feliz, aqui não é Alyssa que precisa desesperamente dos meninos, são eles que precisam dela, ela os completa e lhes dá aquilo que sempre faltou em suas vidas.

O livro é completamente eletrizante, conhecemos mais dos detalhes desse mundo incrível, mais detalhes sobre a vida da Vermelha e a ida da primeira Alice ao País das Maravilhas. São tantas revelações que você não consegue desgrudar os olhos do livro, e quando termina é aquela ressaca, pois tudo é tão bem fechadinho e concreto, que não tem como não desejar mais uns 50 livros dessa história maravilhosa e cheia de detalhes dark sobre os intraterrenos e seu mundo de loucura.

Tudo se resume a uma única coisa: você é uma dama de ação e eu, um homem da mesma estripe. Somos peritos em riscos e truques e não hesitaremos em usá-los para preservar aquilo que amamos. E é por isso que, não obstante meus deslizes éticos, quando comparado ao seu príncipe de cartolina, você escolherá a mim.

Não tenho nenhum ponto negativo a citar desse livro, cada frase da história tem um motivo para estar ali, a autora não encheu linguiça em nenhum ponto, e conseguiu fechar com maestria a trilogia. As profecias que são feitas desde o primeiro livro são bem trabalhadas, todos os personagens secundários ou principais tem um grande destaque na história e seu passado é bem trabalhado para explicar certos acontecimentos na narrativa.

A diagramação segue o mesmo padrão dos outros livros, cheios de arabescos de plantas no começo de cada capítulo e como detalhe na numeração das páginas. A capa é uma obra de arte a parte, nessa como Jeb é o protagonista é sua foto que a estampa, e com todos os detalhes que fazem muito sentido com o cenário de Qualquer outro lugar. As páginas são amareladas e não encontrei nenhum erro de escrita, a revisão está de parabéns.

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Enfim, para finalizar essa resenha, tenho que dizer que todos precisam lê-la. A série Splintered se tornou uma das minhas favoritas, tanto pelas capas maravilhosas, quanto pela narrativa da autora, que não deixou a desejar em nenhum ponto, e deu um toque bem mais sombrio e maravilhoso a história original de Alice no País das Maravilhas. Agora que a série está completa no Brasil, não tem mais nenhuma desculpa para adiarem a leitura, e tenho certeza que ao terminarem, vocês vão ter o mesmo sentimento de precisar de mais um 50 livros dessa autora diva, e da história de Alyssa, Morfeu e até de Jeb.

A metade intraterrena de meu coração se expande para se libertar das emoções humanas nele enredadas. Não haverá trégua até eu encontrar meus amados e consertar as coisas no País das Maravilhas.

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Um comentário:

  1. Olá!
    Sua resenha está encantadora, principalmente porque percebe-se nitidamente a paixão que você tem por essa série. As capas são lindas, concordo plenamente. Por tudo que você comentou sobre os livros, fiquei com muita vontade de ler e viajar nessa emocionante história, já que gosto muito desse estilo de leitura. Adicionei a minha lista e assim que tiver uma chance, vou procurar ler os mesmos. Tomara que eu goste tanto quanto você! Sempre é muito bom quando nos sentimos felizes com uma leitura e ansiosos pela continuação. Beijos!

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